Violência de gênero: uma luta de todas nós

Entenda como o machismo prejudica as mulheres e saiba como fazer a sua parte para mudar essa realidade

Um estupro a cada 8 minutos: essa é a realidade do Brasil, o 5º país que mais mata mulheres no mundo (fonte: 14ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública/ONU). Apesar dos dados chocantes, o machismo nem sempre chega a crimes extremos, mas é demonstrado no nosso dia a dia, tornando a vida das mulheres uma luta diária, seja dentro de casa, no trabalho, em espaços de lazer e na rua. 

 

Reconhecer essas demonstrações diárias nem sempre é um exercício fácil - vivemos em um país onde o machismo é parte essencial do funcionamento da sociedade. Aprendemos a cuidar da casa para que os homens pudessem trabalhar, ouvimos durante toda a nossa vida que devemos encontrar bons maridos e a eles obedecer, aprendemos que nossas roupas são muito curtas, nossa maquiagem muito forte, que não podemos beber demais e nem falar palavrões. Somos moldadas, desde a infância, a corresponder às expectativas que a sociedade criou sobre nosso comportamento. 

 

O perigo, no entanto, de crescer sob essa mentalidade é deixar passar comportamentos que nos prejudicam e violentam ao longo de toda a nossa vida: dos casos registrados de estupro no Brasil, 84,1% foram cometidos por alguém próxima à vítima, como parentes, amigos de familiares e até mesmo maridos e namorados (fonte: 14ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública/ONU). Outro dado alarmante que denuncia como estamos vulneráveis no dia a dia é de que 3 em cada 5 mulheres já foi vítima de relacionamentos abusivos. (Fonte: Ong Artemis) 

 

Como solução, a Justiça brasileira já criou leis que auxiliam na defesa de mulheres e punição dos criminosos, como é o caso da Lei Maria da Penha e da Lei do Feminicídio. Apesar de ainda esbarrarmos em instituições que reverberam o machismo, com mais força popular, denúncias e posicionamentos estamos caminhando. 

 

O caso da catarinense Mariana Ferrer, que denunciou um estupro em uma casa noturna de Florianópolis, é um exemplo de como a mobilização das pessoas é importante. A justiça de Santa Catarina, que favorece o acusado do crime, vem sendo constantemente pressionada para um julgamento justo, em que haja respeito à vítima. Famosas como Iza, Bruna Marquezine, Deborah Secco e Luisa Sonza se posicionaram, após o acusado ter sido absolvido, alegada a justificativa de um “estupro culposo”, crime inexiste que tipifica o estupro sem intenção. 

 

Diante desse caminho difícil, mas possível, nosso papel enquanto mulher é continuar exigindo mudanças e nos mantermos atentas a como a violência de gênero e o machismo se manifestam no nosso dia a dia. Apoiar umas às outras e denunciar agressores é nossa obrigação. 

 


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