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Crie uma playlist no Netflix, mas não crie expectativas Saiba o que não fazer antes de escolher um filme no steaming

 

Foto: We Heart It

 

É um ciclo repetitivo na minha vida: deito na minha cama num sábado a noite e abro o Netflix, na esperança de achar um filme bacana pra assistir. Só que eu fico tanto tempo passando aqueles mini-cartazes pro lado, pro outro, pra cima e pra baixo, que me sinto já fazendo a famosa “maratona de Netflix” sem nem ter conseguido escolher um filme minimamente razoável pra ver.

Num belo sábado, depois de todo esse desgaste emocional, acabei escolhendo uma comédia-com-aquela-atriz–que-sei-o-nome, na esperança de me identificar com a história e não dormir infeliz. O filme era “Perfeita é a mãe!” com a Mila Kunis, em que ela é uma mãe atrapalhada. Os pensamentos que invadiram a minha mente enquanto eu lia a sinopse desse filme na tela eram mais ou menos “A Mila Kunis é gata”,  “Eu gosto de comédias”, “Eu quero entender as dificuldades da maternidade”, “CARA, eu vou amar muito esse filme”.

Achei o filme uma grande porcaria. À medida que as cenas se passavam, eu ficava com mais e mais vergonha de mim mesma por ter escolhido aquele filme ruim, ainda mais diante de 479.348 opções que eu tinha naquele catálogo, incluindo todas as séries que estavam na minha lista de “Próximas séries”, tipo “Narcos” que eu estou enrolando para ver há meses.

Ainda tentei engolir. Digeri aqueles diálogos sem sentido algum e remoí as cenas pastelão que nem se eu tivesse 12 anos eu acharia engraçadas. Sofri calada pelas quase duas horas que perdi da minha vida, um erro que parecia que nunca ia acabar com os créditos finais.

 

Alguns meses depois...

 

Minha amiga comentou: “Ju, cê pre-ci-sa ver um filme que eu vi ontem! RACHEI O BICO DE TANTO RIR!”.- Sim, eu não preciso nem entrar em detalhes pra você assimilar isso que tá acontecendo aqui. Era o mesmo filme. A mesma Mila Kunis. O mesmo pastelão. Ainda perguntei algumas vezes pra ter uma confirmação oficial: “Estamos falando do MESMO filme???” Sim, era mesmo o mesmo. Mesmo!

Entrando em colapso, fiz mais uma pergunta que poderia revelar o grande segredo dessa história e me levar a escrever esse texto que você está lendo agora: “Por qual motivo você escolheu nesse filme?”

“Ah, seilá, liguei a Netflix e foi o primeiro filme que apareceu nas sugestões!”

BAM! Era aí que queria chegar. O título desse texto não está aí de brincadeira, querida. Não estou aqui falando de Mila Kunis + Netflix num sábado deprimido + amigas loucas, sem nenhum motivo. Estamos falando de expectativas. Que podem ser com filmes. Ou até mesmo com pessoas, olhá só! Essa vida nos prega mesmo muitas peças.

Às vezes, a gente coloca tanta expectativa numa coisa – como eu fiz com esse filme, já tentando adivinhar como seria a minha experiência ao assistí-lo, quais seriam minhas sensações, se eu ia gostar dele ou não - antes de mesmo de dar o play – que claro, minhas duas horinhas foram mais que conturbadas.

Já no caso da minha amiga, ela simplesmente ligou a tevê. Simplesmente se deixou levar por uma opção que parecia boa. Não ficou tentando adivinhar o que ia acontecer naquelas próximas 2 horas. Deixou a vida levar. E acabou se divertindo. 

 

O que podemos concluir disso tudo, migas? Que a Netflix precisa renovar esse catálogo. Espero que esse texto chegue até eles. Divulguem!!


JULIANA BATAH

Oi, eu sou a Ju Batah! Tenho 25 anos e sou designer, ilustradora, webwriter e criadora do blog Vamos pra Vênus. Adoro falar sobre cotidiano e relacionamentos, e concluí que ninguém vive sem amor: principalmente o amor próprio!

 

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