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Limpezas de fim de ano e novos inícios Para se renovar em 2017

 

Foto: DIYcore

 

Eu sou super a favor de termos sempre apenas o que necessitamos e o que nos faz feliz. Qualquer coisa além disso apenas atrapalha o nosso dia a dia, tornando nossa vida mais complicada, como se as coisas inúteis fossem obstáculos que tornam nosso cotidiano mais cansativo.  Acontece que, na correria louca dessa vida, nem sempre sabemos que aquele conjunto de xícaras não vai ficar legal com o restante da nossa louça, que aquele delineador colorido que pareceu uma boa num momento X não era lá essa decisão acertada, que aquele gadget que você achava que ia usar sempre era tão complicado de lavar que nunca mais na vida veria uso além da primeira tentativa de usá-lo. 

 

A gente erra. Tomamos decisões das quais nos arrependemos, todos os dias, e as coisas que compramos também fazem parte dessas infelizes assunções. Mas é isso, gente. Somos humanos e incoerentes, nada novo nisso. Não é por isso que a gente precisa viver numa pilha de lixo, né?

 

Pois bem, é isso que eu amo no fim de ano. Além daquela revisão de vida óbvia, que se demonstra nas resoluções que todos fazem (e quase nunca cumprem, mas isso é assunto para outro post) na virada do dia 31, tem a limpeza de fim de ano. Desde criança sempre amei a limpeza de fim de ano, por ser uma criança relativamente desapegada. Era sempre empolgante saber que teria a oportunidade de jogar fora coisas que não me serviam mais, fazer uma limpa nos armários, abrir espaço para novas coisas, deixar o meu quarto respirar. Minha mãe sempre nos incentivava a rever nossas roupas, doar os brinquedos que não quiséssemos mais, nos desfazer de cadernos velhos, coisa que nunca tive problema em fazer.

 

Há algo de mágico em um cômodo ou casa recém limpa e destralhada. O ar é renovado e as nossas ideias, também. De repente, há espaço para um mural com fotos de bons momentos ou para fazer aquele altarzinho que sempre quisemos. Agora podemos colocar nosso journal na mesa de cabeceira, junto da moringa. Podemos no jogar na cama (que se encontra miraculosamente sem roupas em cima) e pensar. Na vida. No momento presente. No que somos. No que queremos ser. Com clareza, com calma.

 

Acredito que a limpeza tem um poder catártico, o poder de despertar coisas na gente. Não dá para pensar em paz com a casa bagunçada e quando a gente põe as coisas em ordem, de certa forma, a gente ordena também nossos pensamentos, nosso interior. Se desfazer de lembranças dolorosas nos libertam, também, de nossas próprias memórias pesadas, da nossa culpa.

 

Jogar fora as roupas que não nos servem mais nos tranquiliza e nos tira dessa falsa obrigação de vestir sempre o mesmo manequim, não importa as mudanças pelas quais nós passamos com os anos. Doar livros dos quais não gostamos ou não temos mais interesse nos impulsiona a procurar novas ideias, novos livros, novas histórias pelas quais se apaixonar. O destralhamento, feito da forma certa, nos liberta. Renova as energias do local. Nos coloca no setting certo para novos inícios.

 

Eu sei, dá preguiça. Por isso que eu acho que limpeza de fim de ano deve ser feita em grupo, sempre que possível. Quando todo mundo está limpando, isso nos dá incentivo suficiente para limpar também. Então minha dica é: chame sua família toda (ou amigos para ajudar) e engajem nessa tarefa. Não pulem a limpeza de fim de ano. Eu sei que a diferença lógica de um ano para outro é um dia e que podemos pensar que um novo ano é apenas um dia novo como qualquer outro e que se quisermos fazer a limpeza podemos fazer em qualquer momento do ano e não no fim dele.

 

Tudo isso é verdade, mas: estamos no fim do ano e todas essas pessoas bobas (eu) acreditam em reinícios e em novas energias para começar um ano ‘novinho em folha’. Sabe como é maravilhoso escrever as primeiras palavras em um novo caderno ou uma nova agenda? Pois bem. Começar um ano não parece a mesma coisa se o nosso quarto guarda toda a tralha que juntamos nos anos anteriores. Essa é uma ótima oportunidade, então catem as luvas, uns sacos de 50 litros, peguem um pouquinho da minha crença no feng shui, nas boas vibes e em recomeços e simbora! E que venha 2017!


AMANDA ARRUDA

25 anos e taurina da gema. Mais perdida que cego em tiroteio, mas segue vivendo como se soubesse de tudo e não fosse cair no próximo buraco a qualquer momento. Gosta de perseguir as grandes (e pequenas) verdades da vida e depois contar tudo no seu blog.

 

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