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Sobre achar a sua verdade O caminho pode ser mais simples do que você imagina

 

Foto: Rob Sese

 

Se você pensar bem, desde que a gente nasceu há uma pressão absurda para que saibamos, desde já, qual o nosso lugar no complexo jogo da vida. O que queremos, gostamos e vamos fazer? Qual será a nossa missão, o nosso destino nesse mundo estranho em que vivemos? Isso é algo com que lidamos diariamente e que é, para muitos (eu, por exemplo), uma fonte de frustração cotidiana. Isso porque nós estamos olhando para esse aspecto da forma errada. A nossa verdade não é uma destinação, e sim um processo. Alô você, que à toa na vida e seu amor não te chamou pra ver banda nenhuma – você não está sozinho. E você não precisa se desesperar.

 

Parece engraçado – e é – que conheçamos, algumas vezes, outras pessoas tão bem e saibamos apenas do que brota na nossa superfície. Nossas necessidades, nossos valores, nossas crenças – todas ignoradas porque, apesar da sociedade nos cobrar que saibamos tudo que há para saber sobre nós desde o início, não é tão óbvio assim quais ferramentas precisamos usar para chegar lá. O que é complicado, porque não haverá felicidade concreta se esse processo de autodescoberta não começar a acontecer, uma vez que não saberemos como nos fazer felizes. E, como acredito que todos nós sabemos, a felicidade está dentro de nós e não em coisas como dinheiro, empregos ou um novo amor. O que precisamos é criar a conexão entre nosso eu exterior e o nosso eu interior, para conseguirmos alimentar a nossa felicidade com o que a nossa alma precisa para ser feliz.

 

Terapia, yoga, meditação – essas são apenas algumas das formas de se conectar com o seu eu interior (as que eu me interesso mais). Você pode descobrir outras. O importante é iniciar esse processo de descoberta de si mesmo o mais rápido possível. Escutar a voz que vem de dentro não é tão fácil, principalmente diante do ruído diário dos milhões de pessoas ao nosso redor, mas é necessário para que vivamos uma vida plena.

 

Como eu disse anteriormente, a nossa verdade não é algo a que chegamos em um dado momento, mas algo que se revela aos poucos no nosso processo de autoconhecimento. Comece, mas nem pense em se apressar, porque não é como se você fosse conseguir se encontrar todo, de uma vez só e por todas. Estamos sempre descobrindo uma coisa nova, estamos sempre sendo surpreendidos por algo que não esperávamos. Porque nós não somos seres rasos e não adianta forçar a barra para fingir ser. Todos nós temos muito mais a ofertar do que já ofertamos. Todos nós temos muito mais a ser do que já somos.

 

Falei essas coisas todas, mas o que eu venho dizer aqui hoje é muito simples: não entre em pânico. Se você não sabe o que quer da sua vida, o que gosta ou o que deseja. Se você tá infeliz no emprego, no amor ou com a vida em geral, você não é o único e nem será o primeiro a passar por isso. Mas também não vale ficar parado, paralisado pelo medo do que você não sabe, porque a vida não espera por ninguém. Trilhe o caminho da autodescoberta, teste todas as suas possibilidades e vá encontrando aos poucos quem você é e o que te faz bem. A vida toda é isso, é se procurar e se encontrar. O problema não é estar perdido – o problema é estar parado. 


AMANDA ARRUDA

25 anos e taurina da gema. Mais perdida que cego em tiroteio, mas segue vivendo como se soubesse de tudo e não fosse cair no próximo buraco a qualquer momento. Gosta de perseguir as grandes (e pequenas) verdades da vida e depois contar tudo no seu blog.

 

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