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O amor acabou, o orgulho ferido ficou E isso nem é tão ruim assim. Saiba como ver o lado positivo

 

- Foto: Pinterest -

 

A essa altura do campeonato já contabilizo pelo menos umas 50 decepções amorosas no meu currículo. Nesse assunto eu sou formada e graduada! Cadê meu diploma?

 

Na primeira eu devia ter uns 13 anos. Me envolvi com um menino da escola. Ele era meio esquisito e tinha um bigodinho-penugem de um adolescente de 14 anos, mas que me despertou uma forte atração e senti que poderíamos um dia nos casar.

 

Até que encontrei ele de mãos dadas com outra menina no pátio. Antes que eu pudesse racionalizar aquela confusão emocional tamanha, uma colega se aproximou de mim e disse: “Eles estão namorando. E você é idiota.”

 

Meu mundo desabou ali mesmo.

 

Senti um embrulho na barriga, que não tinha a ver com gostar dele – até porque não tínhamos conexão alguma, migo desculpa, a gente mal se falava – mas tinha a ver com ele ter escolhido outra pessoa para ocupar um posto que na minha cabeça era completamente meu.

 

Quando contei sobre esse sentimento devastador para minhas amigas em forma de “Mas eu amo tanto eleeeeeeeeee”, conheci um termo mais específico “Não Ju, isso é só orgulho ferido”.

 

E durante muito tempo esse foi o vilão da história. O orgulho ferido: aquele híbrido de inveja, com ciúmes, com planos diabólicos para assassinar o casal em questão, com todas as coisas horríveis que alguém pode sentir e uma boa dose de culpa. Culpa por sentir que não se deve sentir esse sentimento tão asqueroso.

 

Então sempre que essa dorzinha na barriga começava a me preencher após um término mal explicado, após pegar meu ex com minha melhor amiga e vê-los anunciando o casamento depois de duas semanas, após ter sido chamada pra ser madrinha, e após ter aceitado, tentava cortar esse sentimento ridículo e pensar “Não quero sentir orgulho ferido, um brinde aos noivos.”

 

MAS

 

10 fucking anos se passaram desde esse episódio na escola e eu continuo sentindo isso quase toda vez que me relaciono e termino com alguém. Às vezes nem sinto mais muitas coisas bonitas pelo boy, mas ver que ele está feliz com outra pessoa me traz essa sensaçãozinha incômoda de não estar fazendo parte da festaalguma festa.

 

E os términos continuam doendo muito mais na minha unha do pé com esmalte descascando, do que no meu coração.

 

Mas uma coisa que comecei a perceber é que a insistência desse orgulho ferido na minha vida tem um motivo maior, ele está tentando me dizer algo importante. E eu não vou mais tentar não sentir ele – até porque tentar não sentir algo que você já está sentindo, convenhamos, não faz o menor sentido.

 

E se o que esse ~orgulho ferido~ está tentando dizer, é que na verdade ele é um híbrido de orgulho de mim mesma com vaidade e uma boa dose de amor-próprio, da espécie mais incondicional, que não me deixa nem acreditar que alguém pode não me querer?

 

“WTF, você não me quer? Sério, aumenta o grau desse óculos porque eu só vejo qualidades aqui.”

 

Bem, invejosos dirão que essa teoria é uma mentira. Pra mim é só mais uma perspectiva a ser considerada.

 

Porque no fim das contas, não importa se o boy te “escolheu” ou não. O que importa é você sempre escolher você, com orgulho ferido, qualidades que só você enxerga e um Tinder desatualizado na mão (esquerda né, porque a direita é sempre do chocolate).


JULIANA BATAH

Oi, eu sou a Ju Batah! Tenho 25 anos e sou designer, ilustradora, webwriter e criadora do blog Vamos pra Vênus. Adoro falar sobre cotidiano e relacionamentos, e concluí que ninguém vive sem amor: principalmente o amor próprio!

 

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