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Amamos os caras errados, sim! Porque no fim das contas ele nem é tão errado assim

 

 

Poucas coisas te fazem sentir mais inteligente do que poder dar palpite na vida de uma protagonista quando ela está claramente se ferrando muito. Me sinto como minha bisavó falando com a tv quando assisto Sex and the City: "Carrie, o Big é ridículo. Você acha que esse cara te faz bem? Olha o Aidan, ele é um fofo. Carrie, você tá me ouvindo? Carrie?".

 

- E aí você desliga a tv com aquele ar vitorioso, tomando sua sopinha Vono e pensando: ainda bem que não sou como a Carrie, tenho juízo, não escolho boy-lixo e nunca jogaria um lanche do McDonalds na parede durante uma crise de choro, ainda mais porque o Club House já passou dos R$30 e não tá fácil pra ninguém.

 

Mas como a vida real é lotada de pegadinhas - desde aquelas que a gente assiste no Silvo Santos num sábado à noite quando o boy do Tinder desmarcou o rolê em cima da hora, até aquelas mais profundas que nos causam uma risada de canto de boca, e o pensamento "caaaara, a vida é bem engraçada mesmo" - obviamente a gente acaba fazendo as mesmas péssimas escolhas das personagens da tv achando que estamos sendo muito mais espertas - fato que abre passagem com tapete vermelho e direito a trompetes para a tão ilustre FRUSTRAÇÃO.

 

Acontece que somos seres humaninhas, e muitas vezes esquecemos isso - só lembramos quando estamos morrendo de sede dentro de um shopping e paramos para beber água em um bebedouro - sério, nessas horas eu lembro muito que sou um animal que já viveu no meio da natureza, buscando fontes de água em prol da sobrevivência.

 

E uma vez humanas, nossa calma tem limites, nossa paciência nem sempre é o caso e somos carentes sim, porque se não fosse a carência nada na nossa vida faria algum sentido. Se não fosse a carência, talvez nossos pais não teriam se aconchegado alí nos anos 70 entre uma música e outra, e sinceramente nem estaríamos aqui presentes para discutir esse tema.

 

E uma vez que admitimos para nós mesmas que não somos de plástico, também estamos sujeitas a relacionamentos com caras muito longe de serem príncipes, onde absolutamente nada faz sentido, apenas arritmia do seu coração quando o cara em questão aparece.

 

Somos cercadas de Bigs e Aidans e nunca queremos os Aidans, porque eles são apenas bonzinhos, aqueles caras ideais pra gente apresentar pros nossos pais, mas não tem nada demais. São os famosos "picolés de xuxu". Queremos mesmo os Bigs - aqueles que independente de como se vestem, se comportam, se expressam afetivamente (e na maioria das vezes eles mal sabem mesmo se expressar) - mexem de verdade com o nosso coração.

 

E aí, quem você vai escolher para sua vida? O Big ou o Aidan?

 

Pelo amor de Deus, não espere que eu vá responder essa pergunta, eu já tenho escolhas demais para fazer nessa minha vida, você não deveria pensar que na minha condição eu ainda faria um texto com uma conclusão decente que encaixasse universalmente pra todos os perfis de relacionamentos, né?

 

Mas sempre escolha o Big.


JULIANA BATAH

Oi, eu sou a Ju Batah! Tenho 25 anos e sou designer, ilustradora, webwriter e criadora do blog Vamos pra Vênus. Adoro falar sobre cotidiano e relacionamentos, e concluí que ninguém vive sem amor: principalmente o amor próprio!

 

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