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Meditação de um jeito meio faxina Esvaziando a mente e o armário

- Foto: Gravity Home -

Olha que casa mais limpinha

Aposto que o dono dela está mortinho da silva, desmaiado na cama

(mas, feliz)

 

Eu não me considero, em condições normais, uma Monica Geller. Gosto de coisas arrumadas? Sim. Gosto de tudo limpinho? Sim. Vou fazer das tripas, coração, para manter as coisas assim? Nem mortinha. Gosto de chamar o meu estilo de limpinho-de-bouas, porque tenho o total de 0 interesses em perder uma grande parte da minha vida passando lustra-móveis no rack.

Isso dito, tive um cleaning-spree esse último fim de semana digno de fazer inveja a qualquer viciado em limpeza. O bofe havia saído pra trabalhar em pleno sábado e eu fiquei sozinha em casa rodeada pela bagunça que se acumulara na última semana. Não vi saída melhor do que me entregar à louca da limpeza que há dentro de mim (e que passa a maior parte do tempo dormindo, pra não ter raiva) e começar a faxina no nosso apartamento.

Catei roupa suja, coloquei a máquina de lavar para trabalhar, lavei a pilha mais homérica de pratos, varri a casa, limpei o piso, aspirei o tapete da sala, troquei a roupa de cama do quarto, limpei o fogão, limpei o grill, arrumei o armário de mantimentos, ufa! Lá pelas 14h, meus níveis de energia estavam começando a baixar, mas eu estava feliz. A casa cheirava a amaciante (por conta das roupas limpas que estavam secando no nosso varal) e eu me sentia de dever cumprido, um ser humano da melhor qualidade.

Limpar a casa é uma terapia incrível. Por alguns minutos (ou horas), você está focada em tirar aquela sujeirinha da panela, aqueles cabelos do chão e, no geral, em tornar sua casa um ambiente mais habitável. Isso, de estar focado em uma tarefa específica, é tão estranho e incomum nos dias atuais que eu considero limpar a casa um tipo de meditação. Por um tempo específico, você vai focar apenas em lavar esse prato da melhor maneira possível e isso vai ser tudo. Sem estresse do trabalho na mente, nem dramas do dia a dia. Apenas você, a esponja e o prato sujo da comida de ontem – deixando de lado todos os pensamentos do quanto você está perdida nessa vida e não sabe pra onde que está indo.

Por isso, o sentimento depois de limpar a casa é tão sensacional. Está tudo cheirosinho, sua mente está tranquila e você ainda conseguiu parar de se sentir como se estivesse morando em um chiqueiro (tanto por dentro como por fora). É incrível, é maravilhoso, poderia acontecer sempre.

Infelizmente, não é assim que a banda toca e no domingo já voltamos para a programação normal, onde eu fico deitada no sofá querendo fazer absolutamente nada e as pessoas (apenas o bofe) tentam me convencer do contrário. Mas já fiz a minha parte, a casa já está limpa, bem como a minha mente.

Mas próximo sábado tem meditação de novo. Já separei o esfregão.

 

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